
Pescaria, bola na lata, corrida de saco e tantas outras brincadeiras tradicionais convidaram crianças e adultos a brincar pelo simples prazer de brincar, torcer, rir, experimentar e estar junto.
E não podemos deixar de agradecer às famílias que fizeram da nossa mesa de quitutes uma verdadeira celebração da partilha. Cada prato preparado e trazido com carinho ajudou a compor uma festa mais saborosa, acolhedora e generosa.
Uma festa como essa só acontece porque cada um participa um pouquinho. Obrigada a nossa equipe pedagógica e a todas as famílias que estiveram conosco e colaboraram para fazer da nossa Festa Julina um encontro da cultura popular, cheio de afeto e boas memórias!
A Festa Junina é um dos momentos mais aguardados do ano na Sá Pereira. Mais do que uma celebração, ela representa uma oportunidade de valorizar a cultura popular brasileira e aprofundar, por meio da música, as reflexões propostas pelo tema institucional de 2026: Ginga e Corpo: quando o esporte sonha ser jogo. Nas aulas de Música do Fundamental I, as crianças conheceram diferentes ritmos, brincadeiras musicais e manifestações da cultura popular, compreendendo suas origens, características e sua importância na construção da nossa identidade cultural.
O repertório deste ano foi especialmente pensado para dialogar com essa proposta. As crianças apresentaram o coco Um a Um (Edgar Ferreira), na interpretação de Jackson do Pandeiro; Fio Maravilha (Jorge Ben Jor), reinventada em ritmo de xote; a cantiga de capoeira Meu barco é pequeno (Mestre Tony Vargas); o tradicional Mineiro Pau, jogo musical realizado com bastões; e a toada Boi da Lua (Papete). O terceiro ano emocionou o público ao interpretar Asa Branca (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Aloysio de Oliveira) na flauta doce, enquanto o Coral Sá Maior se uniu às turmas em apresentações de coco, capoeira e baião. E, como não poderia deixar de ser, quadrilhas, cirandas e forrós completaram a festa, reafirmando a riqueza das tradições populares brasileiras e a potência da música como espaço de encontro, brincadeira e pertencimento.
O Arraiá da Pereirinha foi daqueles encontros que ficam guardados na memória. Em uma festa marcada pela alegria, pelo envolvimento das crianças e pela força do trabalho coletivo, nosso projeto pedagógico sobre o jogo e o esporte ganhou vida no terreiro por meio da cultura popular brasileira.
Em clima de Copa do Mundo, entramos no terreiro ao som de Brasileirinho e seguimos no embalo de Jackson do Pandeiro, grande mestre do ritmo e da cultura popular, que também esteve presente no repertório com Um a Um e Capoeira Mata Um.
As tradicionais Cai, Cai Balão e Capelinha de Melão dividiram a cena com o Cacuriá, enchendo o arraial de malemolência e alegria. Depois, ao som do coco, as crianças entraram na brincadeira da Cobra Salamanta, pulando, desviando e ocupando o espaço com o corpo inteiro. Um verdadeiro convite para viver o tema do nosso projeto institucional: descobrir que a cultura popular também é jogo, movimento, encontro e ginga
As turmas do primeiro ano deram um verdadeiro show na apresentação do Mineiro Pau durante a nossa Festa. Muito atentas as crianças dominaram os passos fundamentais desse folguedo tradicional, enfrentando o desafio dos bastões com precisão, ritmo e um sincronismo que encantou o público. Como acontece em muitas manifestações da cultura popular, brincar também é aprender: cada movimento exigiu escuta, atenção ao outro e confiança no grupo.
A apresentação ganhou ainda mais cor com a chegada dos boizinhos pintadinhos, personagens que fazem parte das brincadeiras populares do estado do Rio de Janeiro. A coreografia, criada em parceria com a professora de Dança, Renata, transformou o terreiro em um grande espaço de jogo, encontro e celebração.
E, como em um bom jogo, a bola continuou rolando. Jackson passou a vez para Jorge Ben Jor, que marcou um verdadeiro golaço com Fio Maravilha, interpretada em ritmo de xote, em uma apresentação repleta de energia, uma bola gigante e muita vibração.
Que festa, senhoras e senhores! Que jogo bonito foi esse!
Retornamos das férias com saudades dos amigos. Nossa turma teve a alegria de receber a Ana, nova aluna que foi acolhida com muito carinho por todos.
Aproveitamos estes primeiros dias para retomar brincadeiras preferidas além de muita troca, conversas afetuosas. Muita arte, encontros e risadas marcaram o nosso recomeço.
A turma está se dedicando à finalização dos trabalhos para a Mostra de Artes. Neste período, as crianças conheceram o artista Lenny Maughan, cujo trabalho consiste em transformar percursos de corridas em formas artísticas. Inspirando-se nessa referência, realizaram uma intervenção gráfica sobre um mapa. Agora, aproveitando a ida semanal à pracinha, a turma está na expectativa de rastrear o próprio deslocamento, tal como faz Maughan, e observar no mapa o desenho gerado por esse percurso.
Em breve traremos notícias!
Nesta semana, apresentamos às crianças a obra do artista francês Yves Klein (1928–1962), famoso por suas Antropometrias, nas quais utilizava o corpo humano como ferramenta de pintura e o marcante tom azul. Inspiradas nessa ideia, as crianças experimentaram usar o próprio corpo como pincel: cada uma escolheu qual parte iria carimbar, vivenciando um processo de intensa fruição estética, planejamento motor e autonomia. A atividade gerou elevado envolvimento e entusiasmo, marcados por gargalhadas ao compararem as impressões registradas no papel com as dos colegas. Essa investigação permitiu reconhecer semelhanças e diferenças entre si, transformando a experiência artística em um momento concreto de percepção corporal e construção de identidade.
Ao longo do semestre, a Turma do Corpo elaborou trabalhos de arte diretamente relacionados às suas aprendizagens, conhecendo obras, artistas e diferentes formas de criar. Nas últimas semanas, as produções grandiosas e os ajustes finais ganharam espaço, como a criação de uma pista de atletismo do tamanho do Pereirão, onde as crianças pintaram a base em guache marrom e marcaram em branco as posições dos atletas. Ao longo desta semana, elas foram acompanhando de perto essa transformação da escola em uma verdadeira galeria, ficando encantadas com o que viam ganhar forma. Toda essa trajetória culmina na Mostra de Artes, momento que deixa em evidência o modo como as crianças enxergam os artistas, vivenciando a arte na prática para dar sentido a tudo o que aprenderam.