Muitas conversas e brincadeiras permeiam os encontros das crianças na TDT. Em nosso dia a dia, os vínculos começam a se fortalecer, abrindo possibilidades de novas amizades. Neste embalo, acolhemos com carinho e atenção os novos amigos que chegaram em nossa escola.
Nos pátios, os piques dinamizam nossas tardes e, aos poucos, vamos conhecendo o repertório brincante das crianças.
Na roda, momento de escuta e atenção, observamos a capa da agenda, apresentando o projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Iniciando nossas primeiras investigações a partir de seus conhecimentos prévios sobre o que é esporte:
“É competir.” (Akin)
“É tipo fazer algum jogo que a criança não faz.” (Vicente)
“É treinar.” (Henrique)
“Eu acho que é um jogo.” (Nelson)
“Um tipo de jogo.” (Santiago)
Em seguida, apreciamos a obra Largada da Maratona, do artista Jaime Acioli, que possibilitou novas reflexões sobre o tema, dando início a algumas possibilidades de nomes para o grupo, entre eles: Turma da Bola, Turma da Maratona, Turma da Corrida, Turma da Ginga, Turma da Capoeira, Turma do Queimado e Turma do Esporte.
Qual será o vencedor? Aguardem o resultado!
As turmas da Educação Infantil, nas aulas de Dança, conheceram um pouco sobre o Frevo, buscando relações com o projeto institucional: “Ginga e corpo, quando o esporte sonha ser jogo”.
Conversamos sobre como o corpo se relaciona com o espaço e com o corpo das outras crianças, jogando com ele na criação dos movimentos, e sobre o que é necessário para que nosso corpo permaneça em movimento. Descobrimos que é preciso cuidado para brincar com os equilíbrios e desequilíbrios presentes nesta dança e que podemos criar passos a partir do nosso repertório corporal e da observação do outro.
Aprendemos passos como saci-pererê, chute de frente, chute de lado, ponta de pé e calcanhar, exploramos equilíbrios e desequilíbrios, improvisamos e criamos nossos próprios passos.
Ao final da experimentação, concluímos que “no Frevo não pode faltar alegria, felicidade!”
E assim, iniciamos nossa aproximação com o projeto.
No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.
O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.
E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.
Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.
Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.
Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.
Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.
Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.
Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.
O ano na Pereirinha começou com corredores cheios de sorrisos, reencontros e muitas novidades! Nossa escola abriu os portões para dar as boas-vindas e receber as crianças antigas e novas, que chegaram trazendo curiosidade, expectativas e aquele friozinho na barriga típico dos grandes começos.
Entre olhares atentos e passos ainda tímidos, as crianças pequenas iniciaram seu processo de acolhimento com o apoio carinhoso das professoras, que lhes ofereceram colo, escuta e muito afeto. Aos poucos, o choro vai dando lugar às risadas e às brincadeiras compartilhadas, e as primeiras amizades já começam a aparecer.
As turmas do primeiro ano também viveram momentos especiais. A alegria era visível ao abrir as mochilas e organizar, com orgulho, os materiais novos: cadernos, estojos e tantos outros objetos que marcam o início dessa nova etapa.
Neste ano, nosso projeto pedagógico tem um nome que já inspira muita alegria e movimento: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Ao longo do semestre vamos explorar o esporte para além da competição, valorizando a ludicidade, o respeito, a cooperação e a alegria de brincar e se movimentar juntos.
Agora, faremos uma breve pausa para a folia e a celebração do Carnaval. Que esse tempo seja de diversão e descanso, para retornarmos com ainda mais energia e entusiasmo para viver um ano que promete ser lindo, com muita ginga, jogo e esporte!
No embalo para a escolha do nome da turma, as crianças da TDT participaram de conversas e brincadeiras relacionadas ao tema institucional.
Um passeio pela escola observando as imagens das salas sinalizadoras trouxe ainda mais interesse ao grupo. Mergulhamos nas obras Time, de Aldemir Martins, e Futebol, de Candido Portinari, observando elementos que dialogam com nossas investigações. A bola, presente nas duas telas, foi um elemento explorado no grupo, e aproveitamos para perguntar: Em quais brincadeiras usamos a bola?
Queimado, batata quente, bobinho, bola de gude e Maria Viola foram as mais citadas. Em seguida, brincamos e exploramos algumas dessas brincadeiras em roda e, ao som de Bola de Meia, Bola de Gude, de Milton Nascimento, estamos quase perto da escolha do nome da turma.
Foi com grande empolgação que as crianças da TDT participaram da votação para escolher o nome da turma. Em um momento de alegria e unanimidade, agora somos a Turma da Bola!
Essa escolha fortalece o sentimento de pertencimento e marca o início de novas descobertas. A bola começou a rolar e, a partir da curiosidade das crianças, investigaremos:
“Quantos tipos de bolas existem e seus tamanhos” (Nina L.)
“Jogos que têm bola” (Nelson)
“Sobre esportes que tenham bola” (Nina E.)
“Como as bolas foram criadas” (Pedro)
“Tipos de bolas e tipos de jogos” (Vicente)
Aproveitando esse momento, convidamos as famílias para enviarem histórias com relatos de alguns jogos de sua infância em que a bola era a protagonista.
Venham com a gente nesta descoberta fascinante, na “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Iniciando nossas pesquisas relacionadas ao nome da turma, estamos lendo o livro Gente Pequena, Grandes Sonhos: Pelé, de Maria Isabel Sánchez Vegara, trazido de casa pelo amigo Henrique.
A narrativa sobre a história do “Rei do Futebol”, famoso por seus dribles e gols, despertou fascínio em todos. Ao conhecermos a biografia do atleta, fomos surpreendidos por um detalhe inspirador: a primeira bola utilizada por Pelé veio de suas próprias mãos, utilizando meias e enchimento com jornal.
As turmas da educação infantil, nas aulas de Dança, experimentaram diferentes posições do corpo no espaço.
Após tentar descobrir qual esporte cada imagem de atleta representava, e conhecer algumas curiosidades sobre as modalidades exibidas, aquecemos nossas articulações e experimentamos representar corporalmente as imagens. Um desafio e tanto!
Finalizamos a vivência colocando os esportes em ordem e criando uma sequência coreográfica com eles, ampliando o repertório corporal e a noção espacial.
A Turma da Bola elaborou um texto coletivo para registrar as vivências na Casa Roberto Marinho. Por meio desta construção conjunta, as crianças exercitam a memória, ampliam o repertório vocabular e se apropriam do processo da escrita cheia de significados.
“A Turma da Bola” foi de ônibus escolar para a Casa Roberto Marinho conhecer a exposição Pinturas Nômades da artista Beatriz Milhazes.
Quando chegamos fomos recebidos pelos educadores Amanda, Laura e Luca, que dividiram a Turma em dois grupos. Durante a visita, conhecemos muitas obras, vimos uma grande coleção de tecidos de vários países da artista que servem de inspiração para o seu trabalho. Descobrimos que algumas de suas obras estão em alguns países, observamos que ela usa muitos círculos, flores e cores em sua arte. No final, cada grupo fez uma composição com adesivos coloridos. Foi um passeio divertido e genial.” (Texto Coletivo)
Em uma lúdica viagem no tempo, a Turma da Bola desembarcou na China para investigar a origem da personagem que dá nome ao grupo. Fenômeno em diversas modalidades, esse objeto acompanha a humanidade há milênios. Durante a jornada, conhecemos o Cuju, precursor do futebol, esporte que até hoje move multidões nos estádios.
As crianças assistiram a vídeos sobre essa prática, que entretinha reinos e dinastias. Originalmente confeccionada em couro e preenchida com penas, a esfera passou por grandes saltos tecnológicos ao longo dos séculos. Para encerrar a descoberta, aceitamos o desafio: jogamos Cuju utilizando apenas os pés, tentando habilidades corporais para acertar o alvo no centro do campo.